Eu posso até estar sumido, mas nunca abandono a minha tradição de postar aqui no blog minha listinha de melhores do ano. Dessa vez resolvi fazer uma só lista que engloba não só músicas, mas também álbuns, séries e um filme (infelizmente assisti poucos esse ano).

Os escolhidos estão dispostos em trios e se dividem em duas categorias: Audiovisual e Música. Então vamos começar porque tem muita coisa para falar!


AUDIOVISUAL

Arcane, Generation e Nove Desconhecidos

Arcane é o sonho de qualquer lolzeiro se tornando realidade. Dando um excelente background para vários personagens queridos pelos fãs do jogo, a série agrada não só a fanbase de League of Legends como também qualquer pessoa que gosta de uma boa história recheada de dramas familiares.

Falando em dramas familiares, Nove Desconhecidos gira em torno disso, mais especificamente nos traumas das pessoas que desejam curar as feridas de seus passados. Focando em temas como saúde mental, suicídio e drogas psicodélicas, a minissérie que adapta o livro homônimo de Liane Moriarty tem a mesma pegada de Big Little Lies, outro grande sucesso da autora, ou seja: é sinônimo de aclamação. Nicole Kidman (que está nas duas adaptações), por sinal, dá um show de atuação e é o grande destaque da minissérie.

Generation foi uma grata surpresa. Já acompanhei diversas séries sobre adolescentes, mas acho que essa é a que mais consigo ver verossimilhança com os jovens que conheço. É bastante divertida, aborda assuntos importantes, em diversos episódios ousa no estilo narrativo, dá destaque para todos os personagens e é queer! Quem é LGBTQIA+ vai se identificar e amar a série. Uma pena que a HBO Max não renovou a série para uma segunda temporada e ela termina sem uma conclusão :(

Invencível, O Esquadrão Suicida e WandaVision


Eu havia acabado de assistir The Boys, aí vi por acaso, Invencível, no catálogo do Prime Video e resolvi dar uma chance. Não teve outra, amei. A série animada tem um protagonista cativante, cenas de luta de tirar o fôlego e deixar você boquiaberto e ainda tem uns ganchos de um episódio para o outro que te deixam morrendo de ansiedade para assistir o próximo episódio. Já estou com as expectativas lá em cima para a segunda temporada!

O Esquadrão Suicida é a adaptação que o grupo de vilões da DC merecia! Depois do fracasso do filme de 2016 tudo parecia perdido, mas James Gunn conseguiu fazer algo maravilhoso aqui. O filme é engraçado, sanguinário, tem sequências de luta que te deixam vidrado e o melhor de tudo: os personagens tem um excelente desenvolvimento! Uma das coisas que mais reclamei no outro filme é que a maioria dos personagens estava lá só de enfeite e nesse todos tem destaque, o que é maravilhoso. São tantos personagens que gostei que fica até difícil citar alguns, mas roubam a cena: Tubarão-Rei, Caça Ratos e Bolinha. Ah, e Arlequina, é claro.

Eu acompanho praticamente tudo que a Marvel faz, mas confesso que às vezes sinto falta de algo diferente, pois a maioria das produções seguem a mesma fórmula. Felizmente, WandaVision veio para quebrar isso! A primeira produção para o Disney Plus veio carregada de mistério e com um formato nunca visto antes no MCU: o das sitcoms. Era incrível ver a série se transformando a cada semana, saindo do preto e branco para o colorido, mudando os visuais, as roupas, os costumes, etc. Sem falar que conforme assistíamos ficava uma série de dúvidas e uma ansiedade enorme para o desenrolar da série, que no fim, entregou uma conclusão satisfatória.

MÚSICA

Montero, Sour e Te Amo Lá Fora

Provando que não é one-hit wonder, Lil Nas X entregou um álbum de estreia recheado de hinos! É tanta música boa, que fica até difícil de citar algumas, mas minhas preferidas foram: Montero (Call Me By Your Name), Industry Baby, Thats What I Want, Sun Goes Down, Life After Salem e Am I Dreaming. Gosto muito do impacto que Lil Nas X vem causando na indústria musical, de quem ele é e o que representa, então fiquei extremamente feliz com o 2021 dele e já estou ansioso para ver o que ele vai trazer nos próximos anos.

Falando em álbuns de estreias e impacto na indústria, temos ela: Olivia Rodrigo. É praticamente impossível falar de 2021 e não falar de Olivia Rodrigo. Ela foi o momento! E o engraçado é que eu nem dava muita importância para ela, aí um belo dia resolvi ouvir o Sour e já na primeira música (Brutal) eu fiquei: "MEU DEUS, QUE COISA MARAVILHOSA É ESSA E POR QUE DEMOREI TANTO PARA OUVIR?" Sour é um álbum excepcional e o que mais me atrai nele é a sonoridade, que flerta bastante com o rock, que me lembra até quando eu era mais novo e ouvia Miley Cyrus e Avril Lavigne. Se eu que já tô mais velho, amei o álbum dela, imagine os jovens, né? Olivia Rodrigo tem muito futuro e estou bem animado para ver o que ela vai trazer pra gente no próximo ano.

Te Amo Lá Fora é bem a cara da Duda Beat, né? Eu adoro quando um artista cria sua própria sonoridade/identidade e você consegue saber que é ele só de ouvir alguns segundos de suas músicas. A Duda é assim e isso fica nítido nesse álbum, onde ela conseguiu imprimir uma sonoridade única, que mistura o piseiro raiz com o eletrônico e outros sons modernos. Sem falar nos visuais, que estão incríveis e coerentes com o que ela quer passar nas letras das suas músicas e na sonoridade que entregou em todas as faixas do álbum.

Ancient Dreams in a Modern Land, Batidão Tropical e Dancing with the Devil... The Art of Starting Over


Froot é um dos meus álbuns favoritos de todos os tempos e após o Love + Fear, que é bem diferente, a Marina retorna para a sonoridade do meu álbum favorito em seu mais recente trabalho: Ancient Dreams in a Modern Land. O álbum tem 10 músicas que são bem a cara da Marina, que beiram ao psicodélico em batidas viciantes, visuais icônicos e letras fortes com mensagens bem importantes. Por falar em visuais icônicos, o clipe de Venus Fly Trap é maravilhoso e um dos meus favoritos do ano. Se ainda não viu o clipe, saia agora mesmo para o YouTube, assista e volte aqui para ver o resto da lista.

Pabllo Vittar é um dos principais nomes do pop nacional, mas apesar de ser do pop, ela sempre colocou em suas músicas influências de outros gêneros que são bem típicos do norte e nordeste, que são as raízes dela. Em Batidão Tropical, Pabllo abraça de vez essas raízes e entrega um álbum inteiramente focado nessa sonoridade. O resultado? É perfeito. Para quem nasceu e cresceu no Nordeste como eu, ouvir Batidão Tropical é praticamente como fazer uma viagem de volta ao passado e essa nostalgia além de divertida traz felicidade e felicidade é algo meio raro nesses tempos difíceis em que vivemos, então obrigado por isso, Pabllo.

Dancing with the Devil... The Art of Starting Over é o projeto mais maduro de Demi Lovato até agora. Eu acompanho Demi desde seu primeiro álbum, então já vi os vários altos e baixos, principalmente em sua vida pessoal, então é muito emocionante ver Demi abraçando (ou seria dançando?) com todos seus demônios e colocando tudo isso nas suas músicas, pois elas passam toda a verdade de Lovato nesse álbum que conta uma história recheada de quedas, fragilidade, mas que focam na arte de se levantar, reinventar e começar de novo.

Bunny Is a Rider, Good Ones e You can't sit with us


Minhas músicas favoritas de 2021 são de três artistas que acho únicas, talentosas, que sempre entregam estéticas e conceitos impecáveis e que mesmo assim, não são tão reconhecidas pelo grande público. São elas: Caroline Polacheck, Charli XCX e Sunmi. Eu ouvi tanto Bunny Is a Rider, Good Ones e You can't sit with us que até perdi a conta, então não podia deixar de colocar elas aqui na lista. É bem provável que vocês nem conheçam essas artistas incríveis e nem tenham ouvido essas músicas, então faço esse pedido: ESCUTEM AS LENDAS! Ainda dá tempo de ouvir esses hinos e conhecer essas mulheres talentosas. Ah, todas essas músicas que citei aqui têm clipes maravilhosos, então sugiro assistir a todos também. Aí depois vocês voltam aqui e me contam o que acharam, que tal?


E chegamos ao fim da minha lista de melhores do ano. Sentiu falta de alguma coisa? Na verdade, vamos fazer assim: conta aí nos comentários qual é a SUA lista de melhores de 2021. Vou adorar ver o que temos em comum :)


Já perdi a conta de quantas vezes olhei para você, sorri e pensei: "Esse menino é realmente meu namorado?" 

Uma dezena de garotos já passaram por minha vida, me decepcionaram e me fizeram desacreditar nessa coisa louca que é o amor, mas aí você chegou e tudo mudou.

Lembro que nas duas primeiras tentativas de conversas após termos trocado nossos números nada fluiu. Eu ainda estava meio triste devido a última decepção e te tratando de forma fria, mas aí uns bons dias depois de nenhuma nova mensagem te mandei um texto meu sobre Loki e você me respondeu.

Imagina se você não tivesse respondido? Se nós simplesmente tivéssemos deixado a gente se tornar só mais uma conversa que depois seria arquivada ou apagada? Não sei como seria minha vida se você não tivesse me respondido naquele dia, ou como estaria sem você. Só sei que ao imaginar esse cenário, fico desesperado.

Obrigado por não ter desistido de mim. Sua paciência é uma das coisas que mais me cativa. Você em nenhum momento reclamou por eu estar à incontáveis quilômetros de distância de ti, ou reclamou por nosso relacionamento ser mais virtual do que presencial e os momentos presenciais serem sempre incertos e demorados para acontecer. Você simplesmente pulou nessa aventura comigo!

Como é bom ter alguém assim, sempre apto e disposto para encarar qualquer coisa ao seu lado! Eu sinto que se te chamasse pra correr pelado no meio da rua, você ia simplesmente rir para mim e perguntar: "Você quer fazer isso?" E quando eu dissesse que sim, você começaria a tirar sua roupa.

É por isso que eu te amo! Você sempre está pronto para qualquer coisa que eu te chame. Seja jogar um jogo que acabou de lançar, passar o tempo vendo vídeos de subcelebridades brigando em realitys shows ou ver junto comigo as esquisitices que os streamers que eu acompanho estão fazendo em live. Você entrou no meu mundo de cabeça, sem julgar ou reclamar e passou a gostar dele. Meu mundo virou o seu mundo e essa é uma das maiores provas de amor que alguém já fez por mim.

Sonhei a vida toda com um príncipe encantado, com um "e viveram felizes para sempre" e você apareceu. Você é um sonho que virou realidade e a razão por eu me sentir vivo em um mundo tão cheio de mortes, tragédias e tristeza.

Amor sempre foi o meu sentimento favorito e ao mesmo tempo foi o que sempre senti falta e medo de nunca encontrá-lo. Mas cá estou eu agora, deitado, sentindo dor, mas feliz ao relembrar da última sexta. Eu olhando no fundo dos seus olhos e vendo o quanto você me ama e sentindo o mundo todo a minha volta paralisar quando você prometeu nunca me deixar. 

Realmente, é isso que sinto quando estou ao seu lado. Parece que o mundo tá em câmera lenta, menor e só existe eu e você nele. Mas para falar a verdade, acho que não é o mundo que fica menor, é a gente que fica maior. Nosso amor nos deixa em nossas melhores versões, gigantes, como se o infinito fosse algo palpável.


Acho que nunca comentei aqui sobre minha paixão por realitys shows, mas o fato é que desde criança assisti o Big Brother Brasil e sempre me imaginei lá (tendo até já me inscrito para participar do programa), então todo início de ano, quando o programa começa a ser exibido, mudo minha rotina só para acompanhar e comentar o programa, além de participar de grupos de discussão e assistir o maior número possível de canais no YouTube que comentam o reality.

Dentre os participantes do BBB 21, o que mais me identifiquei foi o Gilberto. Geralmente não voto, mas no último paredão que ele protagonizou, eu me mobilizei e não parei de votar para tentar impedir sua saída. Infelizmente não foi o suficiente e ele saiu em quarto lugar, entretanto quando paro para refletir sobre o programa, é o nome do Gil que me vem na cabeça. Acredito que não é preciso vencer o BBB para ficar na história e Gil fez isso de forma brilhante e espontânea.

Quando soube que ele estaria lançando um livro sobre sua história ("Tem que vigorar!", pela Globo Livros) fiquei muito curioso para ler e um pouco preocupado com a qualidade da obra, dado o curto período de tempo da produção (Gil saiu do BBB em maio e o livro foi lançado em junho), contudo, apesar dos pontos negativos, apreciei a leitura do livro do Gil do Vigor.

O principal ponto negativo de "Tem que vigorar!" é justamente essa pressa que aconteceu para lançar o livro. Me parece que a editora estava desesperada para lançar o mais rápido possível para não perder o hype do BBB e vender mais e com isso, entregou um livro que parece inacabado. A maioria das histórias que o Gil conta são ótimas, o leitor fica curioso para saber mais, só que aí elas acabam. A maioria dos capítulos não passa de duas ou três páginas, então não ocorre o aprofundamento necessário e resulta em um livro raso, cheio de palavras bonitas jogadas para causar algum impacto em quem lê. E o que foram os depoimentos da Xuxa e Deborah Secco sobre o Gil? Completamente desnecessários e sem sentido.

A sorte é que o livro do Gil do Vigor é sobre o Gil do Vigor e ele é um ser iluminado que consegue alegrar o outro só por existir, então me peguei sorrindo com algumas histórias e me emocionando com outras. Fico pensando em como o livro poderia ter sido melhor se tivesse existido um melhor planejamento e não tivesse sido feito de qualquer jeito só para não "esfriar a pauta". No jornalismo, esse é um problema bem recorrente, você precisa ser rápido para entregar a notícia logo, se não ela esfria e ninguém quer mais ler sobre isso. Só que existe a reportagem, onde a pauta é aprofundada e abordada de outras perspectivas, com mais fontes e um melhor desenvolvimento. O livro do Gil poderia ter sido feito pensando nesta segunda perspectiva, mas acho que a Globo Livros só estava preocupada com o número de vendas, não é mesmo? Uma pena para quem lê, mas uma maravilha para eles ("Tem que vigorar!" segue nos mais vendidos até hoje).