É fascinante a diversidade de pessoas que você encontra na universidade. Em meu primeiro mês na UFRN eu já pude conhecer artistas, feministas, ativistas, esportistas e uma lista infindável de pessoas deveras interessantes. Uma dessas pessoas foi o Pedro. O conheci  em uma circunstância inusitada e confesso que achei que ele não passaria disso: alguém que conheci por acaso e que se tornaria passageiro. Mas desde então estamos conversando e é impressionante a sinergia que possuímos. Pedro ama ler e também é escritor e o post de hoje é justamente para divulgar o projeto que ele está envolvido.

Então bora conhecer a antologia de contos "Memento mori"?


O projeto está sendo desenvolvido pelo Clube de Livros e você pode ajudar ele acontecer fazendo uma doação através do seguinte link: https://www.catarse.me/memento_mori_antologia?ref=project_link

Lá também é possível saber mais sobre a proposta da antologia e as recompensas que você pode ganhar ao se tornar um apoiador. Além disso, há informações detalhadas sobre como vai ser a edição e uma pequena biografia de cada autor (e dos organizadores) da obra.

Para não ficar um post tão vago eu trouxe as sinopses dos contos para vocês já irem ficando por dentro do tom do livro e com aquele gostinho de quero mais.

A edição conta com os seguintes contos:

A oferta da madrugada, de Fábio Alex
Henrique carrega dentro de si uma bomba relógio: um tumor cerebral que poderá à qualquer momento leva-lo à morte. Diante essa perspectiva ele busca refúgio na beleza da natureza e cultura do Norte do país, envolta em magia e mistério, onde a esperança se manifesta na mítica presença de entidades folclóricas. Entretanto, ele não poderá evitar de encarar o destino e independente de como reagirá, ele será envolvido pela morte, seja a dele, seja a de outros.

Madame Moire, de Bárbara Sena
Duas mulheres. Uma faria tudo para saber a verdade sobre seu marido, a outra diria qualquer coisa por dinheiro. Uma vingança surge de uma revelação ou do desejo sombrio de uma certeza?

Memento Mori I e II, de William Teca
Quem disse que a morte não tem senso de humor? Na verdade, a base de sua existência - ao menos nesses dois minicontos - é a ironia.

Paralelos, de Felipe Cao
Dois jovens, separados pelo abismo social que existe entre a periferia violenta e um bairro nobre de São Paulo vão, em circunstâncias completamente distintas, se aproximando lentamente um do outro até se encontrarem naquela que é a única certeza inexorável de nossa existência, que a todos iguala e aterroriza: a morte!

Nossas vidas, de Pedro Basílio
Às vezes, uma vida é tirada antes mesmo de existir. Diante da expectativa dessa chegada que não se confirma, aprende-se muito sobre o que é amar e estar vivo. Escrever foi a forma que Mary encontrou de lidar com o luto.

Factual, de Rodrigo Nascimento
Até onde um ego inflado, unido ao completo descontrole psico emocional, pode influenciar as ações de uma pessoa? Um porte atlético, e um rosto bonito e gentil nem sempre são indicativos de um príncipe de conto de fadas. Alice pode ter descoberto isso tarde demais!

Baú de outono, de Tay Lopes
Talvez ele se perca entre tantas outras histórias. Talvez alguém o leia. Talvez ninguém se importe. Talvez você seja jovem demais e talvez compartilhe esse segredo. Existe um lugar dentro de você onde as lembranças são eternas por mais que seu corpo falhe, por mais que sua mente te traia... Um sussurro no velho sótão. Um conto a mais em um antiquado coração.




E aí, ficaram com vontade de ler o livro? Para isso, é preciso ajudar a fazer o projeto acontecer. Sua participação é fundamental.  



Eu estava com um frio na barriga do momento que​ saí de casa até o momento que cheguei no local onde íamos nos ver.

Eu olhei para um lado. Para o outro. Não te vi. "Será que você não vai vir​?", pensei. Tempo vai, tempo vem. Começo a falar ao telefone. Estou aos berros quando vejo você vindo em minha direção. Meu coração acelera. Sorrio para você, mas você está olhando para o outro lado. Aí você chega e estamos de frente um para​ o outro. Eu rio de nervoso, porque quero te abraçar, mas minha mãe não para de falar ao telefone. Ela para. Eu te dou um "oi" tímido e nos abraçamos.

E assim a tarde passa. Vamos conversando (eu falando mais que o homem da cobra, para variar), caminhando, conhecendo (no seu caso, revisitando) lugares e tudo para mim é surreal. É um pouco estranho poder finalmente ver e tocar a pessoa que eu conversava há meses através das redes sociais. Ok que trocamos áudios, fotos (até nudes)... E conversamos tanto por ligação como vídeo, mas é diferente, sabe? Agora não tem a opção de visualizar e responder depois, ou mandar só um emoji ou um gif. A conversa está acontecendo a todo instante e é preciso pensar rápido. Talvez por isso os momentos de silêncio... Você até notou em certo ponto. "Por que você tá calado?", você me perguntou. E eu disse "Estou vivendo o momento. Tentando gravar cada pequeno detalhe em minha mente para reviver tudo depois."; Pode ter parecido uma desculpa esfarrapada para explicar os momentos de silêncio, mas não foi.

Uma amiga uma vez me disse que o que ela acha incrível em mim é minha capacidade de ser de momentos. Ela disse algo como "Por mais que hoje não seja o último dia, você vai fazer de tudo para aproveita-lo como se fosse. Você vai sorrir, você vai amar, você vai se entregar... Gosto disso em você, você vive por momentos."

Então foi isso. Eu vivi aquela tarde como se fosse a última. É claro que minha maldita insegurança​ e a estúpida timidez não me permitiram fazer tudo o que eu queria fazer com você. Mas eu tentei. Me esforcei ao máximo pra fazer as coisas que sempre quis fazer com você. Eu falei muitas besteiras? Falei. Agi como um idiota? Agi. Mas você sabe, de certa forma, era meu primeiro encontro. Então eu não sabia muito bem o que fazer. Mas foi incrível. Divertido até. Mágico. Eu ainda sinto o gosto de sua boca, o seu cheiro e o calor dos seus braços quando ficamos abraçados. Sinto cada parte do seu rosto que eu fiz questão de tocar por completo. Lembro do nosso medo dos saguis que pareciam que nos iam atacar a qualquer momento, das folhas secas no chão e do seu sorriso. Ah, maldito sorriso que não sai de jeito nenhum da porra da minha cabeça!

Eu sei que para você só foi mais uma ficada. Talvez até uma ficada que você nem vai lembrar daqui há alguns anos. Mas para mim foi épico. Eu me senti épico. Se eu pudesse voltar no tempo, eu faria algumas coisas diferentes. Teria falado menos e agido mais. Teria relaxado mais. Teria mandado minha insegurança catar coquinho e sido eu mesmo. Mas a gente não pode voltar no tempo, né? E eu fico aqui pensando: se nada desses pequenos detalhes inusitados tivessem acontecido... Não teria sido tão único. Tão especial.

Por mais que não tenha dado certo, foi legal. Foi legal para caralho. Vou lembrar para sempre daquela tarde, de você e do que você me fez sentir. Talvez você nunca leia isso, mas obrigado por ter feito eu me sentir.... Épico.

***

Esse foi o primeiro texto que resolvi postar aqui no blog. Dependendo do feedback, posso trazer mais.



Eu juro que não é intencional. Falo para mim mesmo: "Ah, amanhã vou postar no blog" e quando percebo é julho e eu ainda não postei nada. Muito feio, não é mesmo? Mas vou tentar mudar isso no mês seguinte, pois já estarei cursando Jornalismo e acredito que isso vai despertar em mim uma vontade enorme de escrever. Ou assim espero.

Para esse mês eu preparei um post com alguns personagens LGBT que eu acredito que a grande maioria de vocês ainda não conhece, mas deveriam conhecer. Era para isso ter sido publicado no dia 28 de Junho (Dia do Orgulho LGBT), mas acabei me atrapalhando rsrs

Agora vamos deixar de enrolação, né? Sem mais delongas, fiquem com a lista logo abaixo:

1) Miss America (Marvel)



Latina, negra, lésbica e empoderada, America Chavez é uma das personagens mais fascinantes criadas pela Marvel nos últimos anos. A heroína que possui superforça, resistência, velocidade sobre humana, capacidade de voar e de se transportar entre dimensões fez parte de uma das formações dos Jovens Vingadores assim como:

2) Wiccano (Marvel)



Wiccano
(Billy Kaplan) é "filho" da Feiticeira Escarlate e dentre suas habilidades estão: invocação dos elementos da natureza, capacidade de voar, teleportar e prever o futuro. Além disso, assim como Wanda, ele também pode manipular a realidade. Como disse, Wiccano já fez parte dos Jovens Vingadores e possui um romance (bastante querido pelos fãs) com o Hulkling. 

3) Alec Lightwood (Os Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare)



O nosso único representante dos livros é o Alec Lightwood, um dos principais personagens de Os Instrumentos Mortais (série escrita pela Cassandra Clare). Se em Cidade dos Ossos, Alec só conseguia irritar o leitor com suas briguinhas com Clary (ele morria de ciúmes do Jace), no decorrer da série ele foi se mostrando um personagem fascinante. Seja por sua força e destreza como caçador de sombras ou pelo seu romance avassalador com o bruxo Magnus Bane, o garoto conseguiu roubar os corações dos fãs dos livros.

4) John Constantine (DC)



Pouca gente sabe, mas o ocultista e detetive sobrenatural John Constantine é bissexual. Infelizmente alguns escritores preferem não abordar sua bissexualidade, mas quem é leitor assíduo das aventuras de Constantine já devem terem visto ele saindo com homens, mulheres e até mesmo demônios! Ah, entre seus poderes estão: golemancia, necromancia, exorcismos, viagem entre reinos místicos, uso de magia negra, invocação e divinação.

5) Alysia Yeoh (DC)



Única humana da lista, Alysia Yeoh é uma trans ativista que fez sua aparição na primeira edição do reboot da Batgirl nos Novos 52. Alysia era colega de quarto de Bárbara Gordon e sua participação nas revistas da heroína teve seu ápice quando a mesma se casou com sua namorada e também ativista, Jo.

Conheciam esses personagens? Sentiram falta de algum outro? Se sim, me contem aí nos comentários! ;)