A TV da minha casa havia parado de funcionar há umas duas semanas e eu estava sem internet, sendo assim, me sobraram duas alternativas: entrar num estado contemplativo e refletir sobre o que estou fazendo com a minha vida nesta pandemia ou reencontrar meus velhos amigos: os livros. Se você leu o título do post, já sabe qual a opção que escolhi, não é? Pois muito que bem, vamos lá!

De uma forma bem resumida, Morte no Nilo conta a história de Linnet Ridgeway, que "rouba" o noivo de sua melhor amiga. Durante a lua de mel eles vão para o Nilo e no navio encontram várias pessoas, incluindo a amiga traída de Linnet, Jacqueline de Bellefort e o famoso detetive Hercule Poirot. Num belo dia, a bela e rica Linnet é encontrada morta e cabe ao nosso detetive favorito resolver este mistério.

O que mais gosto nas obras de Agatha Christie é que ela sempre dá um jeito de transformar uma trama com um mistério simples (ora, a Jacqueline era a mais provável de matar a Linnet, correto?) em um quebra cabeças complexo e cheio de reviravoltas. Começando com um ótimo álibi para a principal suspeita, em Morte do Nilo ainda há um assassino perigoso à solta, um roubo de colar de pérolas da Linnet e mais dois outros assassinatos no decorrer da história. Isso faz com que o leitor crie diversas teorias e devore o livro rapidamente para descobrir o que de fato aconteceu. No fim das contas, a resolução é bem simples, mas faz muito sentido e ainda surpreende, o que me deixou bem satisfeito.

Gosto de pensar que esse livro é sobre o amor e suas variáveis formas. Tudo está atrelado à ele. Começando por Linnet, que sempre tivera tudo, menos um amor de verdade e ao ver o amor eufórico de Jaqueline por Simon, deseja tê-lo também. Jaqueline, por amar demais, e com o sentimento de dor pela traição passa a se tornar uma pessoa amargurada e bastante... Perigosa. Nos personagens secundários, também notamos o sentimento perambulando por entre as tramas, como no caso de Cornelia Robson que passou a vida sem ter amor próprio e nos casos de Rosalie Otterbourne e Tim Allerton que moldaram suas vidas e personalidades de acordo com a forma como foram amados por suas mães e vice versa.

Com personagens secundários bem atraentes e uma trama principal bem ágil com alguns plot twists, Morte no Nilo é mais uma das obras marcantes de Agatha Christie que você precisa ler o quanto antes. Ainda mais agora que está para chegar uma adaptação cinematográfica com nomes de peso como Gal Gadot e Armie Hammer. Devido ao Corona, eu não sei como vai ser a estreia do filme, mas deixo o trailer dele aqui abaixo para vocês darem uma olhada:



Título: Os Elefantes Não Esquecem
Título Original: Elephants Can Remember
Autora: Agatha Christie
Ano: 2014
Páginas: 168
Editora: Nova Fronteira
Sinopse: Perguntada a respeito da intrigante morte dos pais de sua afilhada, ocorrida há catorze anos, a escritora Ariadne Oliver não vê outra alternativa senão pedir ajuda a seu velho amigo, o detetive Hercule Poirot. Afinal, o que exatamente aconteceu no penhasco onde o casal foi encontrado? Será que um atirou no outro e, em seguida, tirou a própria vida? Ou teria sido um pacto suicida? É chegado o momento de desenterrar velhas lembranças e tentar dar algum sentido a essa surpreendente história.

"Os Elefantes Não Esquecem" foi um dos últimos livros escritos pela autora Agatha Christie. Nele conhecemos Ariadne Oliver, uma aclamada e bem conhecida autora de romances policiais. Em um certo dia, a sra. Oliver vai a um almoço em homenagem a escritores e acaba se deparando com a sra. Burton-Cox. Esta mulher quer saber o que de fato aconteceu com os pais da afilhada de Ariadne (Celia Ravenscroft), que há catorze anos apareceram mortos em um penhasco.


Desconcertada com a abordagem da mulher, Ariadne Oliver passa a pensar mais do que queria no caso dos Ravenscroft e decide procurar a ajuda de seu amigo Hercule Poirot para desvendar esse mistério.

Pela primeira vez, Agatha Christie não conseguiu me surpreender. Diferente das outras experiências que tive com a autora, as quais ficara extremamente surpreso e abismado com as reviravoltas preparadas pela Rainha do Crime, em "Os Elefantes Não Esquecem" eu logo descobri quem estava por trás do crime ocorrido no livro.

Por causa disso, acabei não gostando tanto da obra. Mas não pensei que o livro é ruim, ok? Muito pelo contrário... A escrita de Christie continua excelente, a leitura do livro foi bem fluída, e os personagens são, como sempre, bem construídos. Destaque para Ariadne Oliver, que me cativou logo nas primeiras páginas.

"— Tem razão — concordou Poirot. — Sempre há uma possibilidade de um incidente ser enterrado e um dia ressurgir do passado. Já me disseram, um dia, que os antigos pecados deixam marcas profundas." - página 86 

Mesmo não me surpreendendo, a trama conseguiu me impactar, o que acho ótimo. A história de General Ravencroft e Lady Ravenscroft é extremamente triste e trágica, e consegue ficar na memória do leitor por um bom tempo.

O único "defeito", como já comentei, está na previsibilidade da resolução do crime. Dessa vez eu não fiquei surpreendido com as conclusões de Poirot, muito pelo contrário: em vários pontos, meu raciocínio bateu com o do detetive e pensamos parecido. E não, não estou tão inteligente assim... O problema é que o crime é bem fácil de resolver. Qualquer pessoa consegue adivinhar quem está por trás de tudo e isso acabou me frustrando...

A edição da Nova Fronteira continua ótima. Só o fato deles insistirem em não colocar notas de rodapé traduzindo as expressões francesas do livro me incomoda. Tirando isso, está tudo impecável.

"— Os elefantes não esquecem — disse a Sra. Oliver, — mas nós somos seres humanos e temos a capacidade de poder esquecer." - página 162 

Em suma, "Os Elefantes Não Esquecem" é um ótimo livro. Um pouco previsível, é claro, mas muito bom. Os fãs de romances policiais não tão complexos certamente irão amar o livro.

 
Nota:

 



Hoje venho falar um pouquinho sobre "And Then There Were None", minissérie da BBC que adapta "E Não Sobrou Nenhum", um dos mais conhecidos e elogiados livros de Agatha Christie.

Na trama, Em agosto de 1939, oito estranhos são convidados, de diversas formas, para Ilha do Soldado, uma pequena ilha rochosa na costa de Devon. Isolados do continente, com seus anfitriões, Sr. e Sra. U.N. Owen, misteriosamente ausentes, cada um dos convidados é acusado de um crime terrível, assim como o casal de serventes. Quando duas pessoas morrem em circunstâncias estranhas na primeira noite, os acusados percebem que pode haver um assassino entre eles.

Pode até ter sido um erro ter assistido a minissérie antes de ter lido o livro, mas não me arrependo disso. Por não ter feito tal coisa, consegui ficar vidrado, tenso e tecendo mil e uma teorias durante os três episódios da adaptação.

Agatha Christie foi realmente uma das maiores e melhores autoras que tivemos. Isso se prova quando nos deparamos com toda a engenhosidade e grandiosidade de "E Não Sobrou Nenhum". A rainha do crime se superou ao nos brindar com uma obra recheada de mentiras, mortes, mistério, reviravoltas e personagens extremamente bem construídos.


E a adaptação de Sarah Phelps conta com tudo isso e muitos outros atrativos, como por exemplo: as excelentes atuações do elenco. Todos brilham, mas destaco o trabalho feito pelos atores Charles Dance, Maeve Dermody e Toby Stephens.

A fotografia da minissérie é deslumbrante e a caracterização e o figurino dos personagens não ficam atrás.

Outro ponto positivo está na trilha sonora que consegue casar perfeitamente com as cenas e deixá-las ainda mais tensas.


O único ponto negativo da (mini)série fica por conta de seu final. Mesmo a principal pergunta (quem está por trás de tudo) tendo sido respondida, ficaram algumas coisas em aberto (como a pessoa conseguiu fazer tudo aquilo e etc). Mas ainda assim, os momentos finais de "And Then There Were None" conseguem nos impactar e deixar-nos estarrecidos. Quando terminei de ver o último episódio, a única coisa que conseguia me perguntar era: "QUE MINISSÉRIE É ESSA???????" (sim, tudo em letras maiúsculas mesmo)

Em suma, "And Then There Were None" é uma excelente minissérie. Para os fãs de Agatha Christie e amantes de tramas recheadas de mortes, mistérios e muito suspense, a adaptação de "E Não Sobrou Nenhum" será uma excelente pedida.

Trailer da minissérie:



PS: Tanto na série como no livro há um poema de suma importância para o desenrolar da trama, já que os dez moradores da casa vão morrendo de acordo com os versos do poema. Como em "And Then There Were None" o poema não é lido integralmente, resolvi trazê-lo aqui para vocês:

Dez soldadinhos saem para jantar, a fome os move; 
Um deles se engasgou, e então sobraram nove.

Nove soldadinhos acordados até tarde, mas nenhum está afoito; 
Um deles dormiu demais, e então sobraram oito.

Oito soldadinhos vão a Devon passear e comprar chiclete; 
Um não quis mais voltar, e então sobraram sete. 

Sete soldadinhos vão rachar lenha, mas eis 
Que um deles cortou-se ao meio, e então sobraram seis.

Seis soldadinhos com a colmeia, brincando com afinco; 
A abelha pica um, e então sobraram cinco.

Cinco soldadinhos vão ao tribunal, ver julgar o fato; 
Um ficou em apuros, e então sobraram quatro.

Quatro soldadinhos vão ao mar; um não teve vez, 
Foi engolido pelo arenque defumado, e então sobraram três.

Três soldadinhos passeando no zoo, vendo leões e bois, 
O urso abraçou um, e então sobraram dois.

Dois soldadinhos brincando ao sol, sem medo algum; 
Um deles se queimou, e então sobrou só um.

Um soldadinho fica sozinho, só resta um; 
Ele se enforcou, 

E não sobrou nenhum.



Título: Os Crimes ABC
Título Original: The ABC Murders
Autora: Agatha Christie
Ano: 2015
Páginas: 256
Editora: Nova Fronteira
Sinopse: Ao receber uma carta desafiando-o a solucionar um crime iminente, Hercule Poirot sabe que talvez seja apenas uma brincadeira de mau gosto, mas ainda assim teme pelo pior. E não perde por esperar: na data e no local indicados, o assassinato de fato acontece, e ele recorre ao capitão Hastings e ao inspetor-chefe Japp para juntos investigarem o caso.

As peças do quebra-cabeça começam a se encaixar com a chegada de uma nova carta e a ocorrência de um novo homicídio: o remetente identifica-se apenas como ABC, e suas vítimas parecem seguir uma rígida ordem alfabética ? Alice Ascher em Andover, Betty Barnard em Bexhill... Mas o que Poirot pode fazer para capturar esse serial killer, quando seus alvos possuem tão pouco em comum?

Mesmo só tendo lido dois livros da Agatha Christie, posso dizer que a autora é genial e uma das melhores que já existiram. Com "Os Crimes ABC", a Rainha do Crime conseguiu se consagrar no meu hall de autores favoritos.


Sabe aqueles livros que você é fisgado logo nas primeiras páginas e não consegue largá-los até que descubra o que raios aconteceu? Então, este é um desses.

Agatha consegue instigar o leitor logo nas primeiras páginas, quando mostra a primeira carta que Poirot recebera do serial killer conhecido como ABC. Muitas perguntas surgem: Quem é este assassino? Por que ele decidiu desafiar Poirot? E será que ele realmente vai matar alguém em Andover? 

Após mais algumas páginas, novas cartas e a confirmação de que ABC realmente está cumprindo o que promete, novas perguntas surgem como: Por que ele escolheu tais pessoas para serem suas vítimas? Qual a ligação entre elas? E claro: MAS QUEM É ESSE TAL DE ABC?????

Como era de se esperar, a minha cabeça ferveu. Fiquei tecendo mil e uma teorias à respeito da identidade do assassino, para, no fim... Não acertar quem ele era.

"É muito difícil de imaginar, penso eu, o que as pessoas podem se tornar com o tempo, senhor." - página 36

É, Agatha Christie conseguiu (de novo) me enganar direitinho. E o pior (ou melhor?) de tudo: não desconfiei em nenhum momento sequer da verdadeira identidade do assassino. Isso só prova a genialidade de Christie, que consegue nos despistar e surpreender com facilidade. Ah, e além disso tudo consegue se encaixar e fazer sentido no final, o que só torna o livro ainda melhor.

Sobre os personagens, só tenho elogios. Poirot continua incrível e adorei sua parceria com Hastings (que eu ainda não conhecia, acreditam?), que é um personagem bem interessante e divertido. A construção dos antagonistas também é ótima. Destaque para ABC, que rouba a cena.

Outro ponto positivo é a grande quantidade de psicologia inserida na obra. Para desvendar os crimes de ABC, Poirot passa a adentrar na cabeça do próprio assassino, para tentar entendê-lo e desvendar sua identidade. Há ótimas e interessantíssimas conversas sobre o perfil psicológico de um assassino, o que só torna o livro ainda mais delicioso de acompanhar.

"Era, talvez, um sinal de fraqueza em tão grande homem, mas mesmo o mais equilibrado dos mortais é passível de se deixar arrebatar pelo sucesso." - página 60

A edição da Nova Fronteira continua ótima. Tirando alguns erros de revisão, tudo é praticamente perfeito.

Em suma, "Os Crimes ABC" é mais um excelente livro de Agatha Christie. Se você gosta de um romance policial inteligente e viciante, certamente amará a obra.


Nota:






Título: Assassinato no Expresso do Oriente
Título Original: Murder on the Orient Express
Autora: Agatha Christie
Ano: 2014
Páginas: 200
Editora: Nova Fronteira
Sinopse: Nada menos que um telegrama aguarda Hercule Poirot na recepção do hotel em que se hospedaria, na Turquia, requisitando seu retorno imediato a Londres. O detetive belga, então, embarca às pressas no Expresso do Oriente, inesperadamente lotado para aquela época do ano.
O trem expresso, porém, é detido a meio caminho da Iugoslávia por uma forte nevasca, e um passageiro com muitos inimigos é brutalmente assassinado durante a madrugada. Caberá a Poirot descobrir quem entre os passageiros teria sido capaz de tamanha atrocidade, antes que o criminoso volte a atacar ou escape de suas mãos.



Assassinato no Expresso do Oriente” é o 22º livro escrito pela autora Agatha Christie e o 10º livro protagonizado pelo famoso detetive Hercule Poirot. A obra, por incrível que pareça, foi a responsável pelo meu primeiro contato com a Rainha do Crime e Poirot.


Se arrependimento matasse eu já estaria morto! Por que raios eu ainda não tinha lido nada da Agatha Christie? A autora lançou dezenas e dezenas de livro e eu nunca parei para pegar nenhum para ler! Onde já se viu isso, meus caros? Eu devia estar louco, só pode... Mas ainda bem que eu fiquei sã e resolvi pegar os livros de Christie para ler.

Em poucas páginas, Agatha me conquistou com uma escrita instigante, um detetive cativante e extremamente inteligente e um crime aparentemente sem soluções. Lembram quando eu falei na resenha de “O Chamado do Cuco” que o que eu mais gostava nos livros policiais era ser surpreendido? Então, felizmente a Agatha me surpreendeu. E COMO ME SURPREENDEU!

Eu fiquei absorto na investigação do crime e fiz dezenas de teorias, mas felizmente nenhuma delas se concretizou, pois Agatha preparou para “Assassinato no Expresso do Oriente” um final extremamente SURPREENDENTE e CHOCANTE.


"— Uma boa frase, esta — observou Poirot —; o impossível  não pode ter acontecido. Consequentemente, o impossível é possível, a despeito das aparências." - página 122

Vocês não têm ideia de como é delicioso ler um livro onde há várias reviravoltas e um final surpreendente! Eu fiquei chocado, abismado, perplexo, surpreso, JOGADO e extremamente satisfeito com “Assassinato no Expresso do Oriente”. Sério.

Agatha Christie é genial! Ela conseguiu, em menos de 200 páginas (!!!), nos entregar uma obra absolutamente impecável e perfeita! Impossível não (ao virar a última página do livro) soltar um “UAU” e vários elogios para a autora.

"Poirot cruzou apressadamente o corredor e entrou na sua cabina para apanhar cigarros. Fechou a porta com o trinco. Sentou-se. Seus olhos se arregalaram com o que viu: cuidadosamente dobrado sobre a sua mala, estava um robe de seda vermelho com dragões bordados. 
— Então — murmurou, é assim. Um desafio. Muito bem... eu o aceito." - página 146

Perceberam que eu não estou falando nada sobre a trama do livro, né? Então, isso é o melhor a se fazer ao resenhar este livro. Quanto menos o leitor souber dos detalhes da obra, melhor será a leitura. Juro.

Um comentário sem spoiler:
Hercule Poirot é incrível! O personagem é extremamente inteligente e possui um ótimo senso de humor. Impossível não se afeiçoar ao detetive belga de cabeça oval e bigode curvo (com pontas voltadas para cima).

Eu achava que por não ter lido nenhum outro romance protagonizado pelo detetive ia ficar um pouco perdido. Mas isso felizmente não ocorreu. Mesmo a Agatha dando poucos detalhes a respeito da vida de Poirot, eu consegui me apegar e gostar muuuuuito do personagem. Tanto é que estou extremamente ansioso para ler outros livros protagonizados pelo belga! :3

Todos os outros personagens (que são muitos) também são bem construídos e conseguem ser marcantes.

"(...) Quando se confronta com a verdade alguém que está mentindo, ela é costumeiramente aceita, muitas vezes sem surpresa. Todo o necessário é imaginar certo, para produzir tal efeito." - página 174

A tradução do livro deixou a obra bem atual. Em muitos momentos eu acabava me esquecendo de que o livro foi lançado há 81 (!!!) anos atrás.

A edição da Nova Fronteira, aliás, está impecável. A capa é dura, as folhas são amareladas e há poucos erros de revisão/tradução. A única coisa que me incomodou foi a ausência de notas de rodapé com as traduções das várias expressões em francês que são ditas no decorrer do livro.


Em suma, “Assassinato no Expresso do Oriente” é um livro para nenhum fã de romances policiais colocar defeito. Com um protagonista cativante, personagens secundários memoráveis, reviravoltas magistrais e um final chocante, surpreendente e genial, Agatha Christie nos presenteia com um livro marcante e incrivelmente bem escrito.

Nota: 5 de 5 estrelas

P.S.: Nem preciso dizer que já quero ler todos os livros da autora, né?
P.S.1: Nem preciso dizer que marquei o livro como favorito, né?
P.S.2: Nem preciso dizer que amei essa capa minimalista e cheia de mensagens subliminares, né?
P.S.3: Peço desculpas por ter demorado tanto para responder e retribuir todos os comentários de vocês no último post. É que eu viajei para fazer uma prova bem importante e acabei ficando exausto...