Título: Gigantes Adormecidos
Título Original: Sleeping Giants
Autor: Sylvain Neuvel
Ano: 2016
Páginas: 328
Editora: Suma de Letras
Sinopse: Rose passeia de bicicleta pelo bosque perto de casa, quando de repente é engolida por uma cratera no chão. A cena intriga os bombeiros que chegam ao local para resgatá-la: uma menina de onze anos caída na palma de uma gigantesca mão de ferro. Dezessete anos depois, Rose é ph.D. em física e a nova responsável por estudar o artefato que encontrou ainda criança. O objeto permanece um mistério, assim como os painéis que cercavam a câmara onde foi deixado. A datação por carbono desafia todas as convenções da ciência e da antropologia, e qualquer teoria razoável é rapidamente descartada. Quando outras partes do enorme corpo começam a surgir em diversos lugares do mundo, a dra. Rose Franklin reúne uma equipe para recuperá-las e montar o que parece ser um robô alienígena gigante quase tão antigo quanto a raça humana. Mas, uma vez montado o quebra-cabeças, ele se transformará em um instrumento para promover a paz ou causar destruição em massa? Parte ficção científica, parte thriller, Gigantes adormecidos é uma história viciante sobre a disputa pelo controle de um poder capaz de engolir todos nós.

*Exemplar cedido pela editora

“Gigantes Adormecidos” é o primeiro livro da trilogia Arquivos Têmis, ainda em lançamento, e primeira obra lançada pelo autor. Narrado de uma forma um tanto quanto diferente, a história é construída através de transcrições de entrevistas, páginas de diários pessoais, notícias impressas, entre outras formas. Pra mim, esse foi um ponto inicialmente positivo, pois por ser diferente da forma de escrita dos livros ‘comuns’, fiquei com mais vontade de lê-lo e isso até deu um maior ar de mistério para o que estava por vir; entretanto, a leitura acabou ficando meio cansativa aos poucos, o que não posso garantir que tenha sido somente por causa disso.


Falando da história em si, após alguns anos da incrível e intrigante descoberta de Rose, por ser agora uma renomada cientista/física, a mesma é selecionada para participar de novos estudos sobre a misteriosa mão metálica que agitara sua infância. Apesar de tudo, Rose recomeça as pesquisas com muita determinação e foco, o que faz com que novas descobertas e teorias enigmáticas surjam, a maioria apontando tais artefatos como obra de civilizações, fora do nosso planeta, anos-luz mais avançadas que a nossa, que saberiam a hora certa de se comunicar conosco: quando desvendássemos a verdade por trás de tudo.

Em uma nova missão, Kara Resnik e Ryan Mitchell encontram outra parte do robô: um antebraço. Com a descoberta, os dois são convidados para participar do projeto de Rose. Com códigos estranhos e ilegíveis escritos nas partes do gigante corpo metálico, o trio precisava de mais alguém para traduzir tais mensagens, e é aí que Vicent Couture entra em ação. Agora como quarteto, eles juntam as partes e montam algo que parece ser um robô alienígena, tão antigo quanto nossa existência. Com o robô formado, o grupo aprende a manipula-lo e percebem que o mesmo possui poder imenso, capaz de promover uma destruição poderosa ou a paz, fazendo com que pessoas – principalmente com más intenções – fiquem obcecadas em encontrar as outras partes ao redor do mundo. Esse é o momento em que a história atinge o pico de ação, política, mistérios e guerras.


Ultimamente tenho me interessado em ler livros de ficção científica, mas ainda não sabia por qual começar. ‘Gigantes Adormecidos’ foi uma boa escolha para estreia do gênero na minha vida, pois apesar de ficar um pouco desmotivado quase na metade da obra, o autor conseguiu me colocar pra cima novamente e ler todo o resto do livro em pouquíssimo tempo. A escrita, como já comentei, é meio diferente (talvez não seja tão diferente para quem já leu Guerra Mundial Z) e, ao menos pra mim, depois de um tempo, um pouco cansativa, mas me acostumei com o passar dos capítulos, esses, são bem curtos e dá pra ler vários num só dia, mesmo com uma rotina corrida.

A edição da Suma de Letras está muito bonita, com direito a figura da mão misteriosa logo no início do livro e, o que dizer dessa capa, né? Maravilhosa! Confesso que o que me chamou a atenção de início nem foi tanto a sinopse – que também é de tirar o fôlego –, mas sim essa capa fascinante ❤_❤ apesar de que a versão americana em capa dura pisa muito nessa edição.


Já adquiri o segundo volume da série, vulgo Deuses Renascidos, e pretendo ler logo logo! Por fim, recomendo a leitura para todos aqueles que gostam de ficção (principalmente científica) e de suspense/mistérios. Viva os Arquivos Têmis, e que venha o próximo volume /o/.

Nota: