Título: Aimó
Subtítulo: Uma viagem pelo mundo dos orixás
Autor: Reginaldo Prandi
Ilustrador: Rimon Guimarães
Ano: 2017
Páginas: 258
Editora: Seguinte
Sinopse: Imagine se encontrar, de uma hora para a outra, em um mundo totalmente desconhecido onde você não conhece ninguém e ninguém demonstra saber quem você é. É o que acontece com uma menina nascida na África e levada para o Brasil para ser escrava, e que de repente acorda em um lugar estranho, habitado pelos deuses orixás e pelos espíritos dos mortos que aguardam o momento de seu renascimento. Ela não sabe mais o próprio nome nem lembra de sua família — está sozinha e não tem a quem pedir socorro. Por isso, aliás, ganha o nome Aimó, “a menina que ninguém sabe quem é”. Tudo o que ela quer é retornar ao seu mundo de origem, mas para tornar isso possível, Aimó vai partir em uma longa jornada através dos tempos mitológicos, guiada por Exu e Ifá, e vai acompanhar de perto muitas aventuras vividas pelos orixás. Só assim poderá reunir o conhecimento necessário para fazer uma escolha que lhe permita, enfim, voltar para casa.

*Exemplar cedido pela editora

Aimó Omobinrin é uma africana escrava que vivia no Brasil e morreu ainda jovem, sendo levada para o Orum, a morada de todos os mortos e dos deuses. Esse nome, Aímó, significa uma menina "esquecida, que ninguém sabia quem era, uma desconhecida”, e isso porque ninguém na Terra se lembrava dela ou chamava pela garota, o que impedia que a mesma fosse identificada ou até mesmo se reencarnasse e voltasse ao mundo dos vivos, o Aiê.


Nem mesmo a própria Aimó sabia das suas origens, o que a fez ficar extremamente triste e desiludida, perdendo as esperanças de um dia poder reencontrar seu povo no Aiê. Chorou tanto que suas lágrimas foram capazes de inundar o palácio de Olorum, o deus primordial, pai de todos os outros deuses orixás, que dormia um soninho de nada mais nada menos que quatrocentos anos. Olorum, ao ouvir a história da menina, imediatamente convocou Ifá e Exu, deuses que ajudariam a garota a encontrar sua família na Terra.

Aimó deverá escolher um dos principais orixás pela qual será filha ao renascer no Aiê, e todo esse ‘processo seletivo’ é retratado do comecinho até o final do livro. Tal processo mostra várias histórias de alguns orixás e algumas tradições das crenças africanas. Foi muito divertido para mim descobrir a existência de tantas culturas e tradições diferentes das religiões de matriz africana.


O Reginaldo Prandi já publicou mais de 30 livros no total, dentre os quais os mais famosos retratam as religiões afro-brasileiras, com uma linguagem acessível a todos. Com Aimó não é diferente, o livro é repleto de figuras e a escrita do autor é extremamente simples e compreensível. Senti a necessidade de ler o livro inicialmente para “conhecer um pouco mais sobre a umbanda”, e me surpreendi ao perceber que, na verdade, não é só essa religião que usa esses termos (olorum, orixás, etc). Aprendi muita coisa lendo Aimó. Pra se ter uma noção, o autor também tenta desconstruir alguns preconceitos que são comuns na maioria das pessoas que não têm conhecimento sobre tal tema, por exemplo, o Exu, sinônimo de diabo no Brasil, pode ser considerado como um herói na trama e um dos personagens principais.

A edição da editora Seguinte está impecável. O estilo do livro é bastante interessante e chamativo, tendo diversas ilustrações durante todo o decorrer da história. Os capítulos são bem curtinhos, do jeito que eu gosto, e as folhas são bem resistentes. Pra quem não pretende ler o livro usando a desculpinha de ‘ah, não conheço esses termos e os acho difíceis de entender’, pode ir parando u_u, o glossário ao final da obra conceitua todos os termos ‘complicados’ citados na obra. Recomendadíssimo!

(Bônus: pra quem se interessou pela obra, nesse link vocês podem conferir o primeiro capítulo do livro: https://www.companhiadasletras.com.br/trechos/55137.pdf 💞)

Nota:








Título: Mentirosos
Título Original: We Were Liars
Autora: E. Lockhart
Ano: 2014
Páginas: 272
Editora: Seguinte
Sinopse: Na família Sinclair, ninguém é carente, criminoso, viciado ou fracassado. Mas talvez isso seja mentira.
Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano o patriarca, suas três filhas e seus respectivos filhos passam as férias de verão em sua ilha particular. Cadence - neta primogênita e principal herdeira -, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos.
Durante o verão de seus quinze anos, as férias idílicas de Cadence são interrompidas quando a garota sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu.

*Exemplar cedido pela editora

Como Mentirosos foi um livro que me deixou bastante dividido, resolvi fazer essa resenha de forma diferente. Vou dividir e discorrer a obra em seus pontos positivos e negativos. Então bora lá?!


Pontos positivos:

- A escrita da E. Lockhart é sensacional!
Já havia percebido isso em "Fraude Legítima", mas em "Mentirosos" foi a confirmação de que ela é uma escritora de mão cheia. Com capítulos curtos e um estilo bem singular, a autora torna a leitura do livro extremamente viciante. Não conseguia largar a obra tamanha a habilidade de Lockhart em deixar o leitor fisgado à sua trama.

- Plot twist carpado
Sempre que alguém falava de "Mentirosos" para mim eu ouvia a seguinte frase: "O FINAL É SURPREENDENTE!" Nenhuma pessoa, sem exceção, disse que era algo esperado. Então fiquei naquela: "Será que esse negócio vai me surpreender mesmo?" E surpreendeu, meus caros! Surpreendeu de uma forma que fiquei atônito é só conseguia dizer: "Não não não não não não". É sem dúvidas, um dos maiores plots twist ever e o principal ponto positivo da obra.

- Temas interessantes
Gostei muito dos temas abordado na trama. Essa coisa de mostrar a podridão das típicas famílias ricas americanas me agrada muito e também gostei do fato de a autora abordar uma doença que eu nem sabia que existia, a cefaleia pós-traumática.

- A capa é muito linda!
Embora eu prefira a americana, devo confessar que a capa brasileira ficou maravilhosa. O efeito metálico é sensacional e deu um charme a mais para a edição do livro.



Pontos negativos:

- Pontas soltas
Quando a hiper mega ultra reviravolta acontece, aparecem muitas pontas soltas. Coisas que até agora estou sem entender. E infelizmente a autora não se preocupar em amarrar tais pontas soltas, o que me deixou extremamente frustrado.

- Os personagens não são carismáticos
"Mentirosos" foi o primeiro livro que li onde não me apeguei a nenhum personagem específico. A protagonista (Cady) é bastante sem sal, o par romântico dela (Gat) é um porre e os outros dois Mentirosos (Mirren e Johnny) não tem destaque, então passam despercebidos. O resto dos personagens eu realmente não tenho nada a falar, ou melhor: não sou capaz de opinar. Afinal, eles mal aparecem no livro e quando aparecem têm no máximo umas cinco falas.

- O suspense ficou em terceiro plano
Vi muita gente (incluindo a editora) vendendo o livro como um suspense, mas senti falta do gênero. Quem predomina mesmo é o romance e o drama e o suspense vai ficando de lado no decorrer de alguns capítulos. Confesso que em muitos momentos esqueci de que era um suspense que estava lendo e o livro mais me pareceu um Young Adult desses que estamos acostumados a ler. Não é bem um ponto negativo, mas tal fato me desanimou um pouquinho.

Nota final:





Agora chegou a hora de vocês opinarem: o que acharam de Mentirosos? Concordam ou discordam comigo? Me contem tudo nos comentários! ;)



Título: Uma Bolota Molenga e Feliz
Título Original: Big Mushy Happy Lump
Autora: Sarah Andersen
Ano: 2017
Páginas: 136
Editora: Seguinte
Sinopse: As incríveis tirinhas de Sarah Andersen são para nós, que não economizamos dinheiro na livraria, vivemos à base de café, deixamos tudo para a última hora, somos especialistas em roubar o blusão alheio, não sabemos nos comportar em situações sociais e insistimos em Pensar Demais. Esta segunda coletânea continua exatamente onde a primeira parou: debaixo de uma pilha de cobertas, evitando as responsabilidades do mundo real. Este volume traz tiras que acompanham os altos e baixos da montanha-russa implacável que é o começo da vida adulta, além de ensaios ilustrados sobre experiências pessoais da autora ligadas a ansiedade, carreira, relacionamentos e amor por gatinhos. Tudo isso com o mesmo tom sincero, leve e divertido que já conquistou mais de 2 milhões de fãs no Facebook.

*Exemplar cedido pela editora

"Uma Bolota Molenga e Feliz" é a segunda coleção de tirinhas da Sarah Andersen. O novo volume possui um caráter bem mais intimista e pessoal do que o seu antecessor ("Ninguém Vira Adulto de Verdade") e vem recheado com críticas à nossa sociedade moderna.


O livro já chama atenção​ por ter um bem-vindo diferencial: a inserção de textos com experiencias pessoais da autora que complementam as tirinhas. Isso me surpreendeu pelo simples fato de que eu não achava que o trabalho de Sarah era autobiográfico. Ao ver que algumas tirinhas são representações fiéis de situações que ela já viveu acabei gostando ainda mais da obra e criando um carinho muito grande por Andersen. É muito bom ver que a moça é gente como a gente e sofre por pensar demais, ser um desastre em interações sociais e ter problemas de autoestima.

O mais bacana é o humor empregado por Sarah nas tirinhas que possuem temas delicados. Venhamos e convenhamos, uma pessoa que chega a dizer que se odeia (eu e Sarah fazemos isso às vezes, tá?) não é algo para rir. Muito pelo contrário, é algo para se preocupar. Mas o tom adotado pela autora na hora de retratar essas situações é bem zoeiro, o que faz com que a gente passe a fazer piada de si próprio e perceber que talvez estejamos exagerando um pouco rs

Como disse no começo da resenha, "Uma Bolota Molenga e Feliz" está recheado de críticas. Isso me surpreendeu de forma positiva. As alfinetadas que Sarah dar nos homens que não demonstram sentimentos para outros homens por terem medo de parecerem gays, na objetificação das mulheres e nas fraudes artísticas são simplesmente deliciosas e bem afrontosas. Pisa menos, Sarah Andersen!


Ao encerrar a leitura de "Uma Molenga e Feliz" só consegui pensar em duas coisas: "Esse livro foi feito para mim!" e "Ainda vai demorar muito para a Seguinte lançar mais um livro da autora?". Amei, amei e amei. Por fim, gostaria de elogiar a editora pelo excelente trabalho feito na edição desse livro. Além da capa dura e folhas grossas, há uma "abrasileirada" em algumas tirinhas, o que torna tudo mais legal e fácil de se identificar.

Algumas fotos do livro:






Nota:




Título: Fraude Legítima
Título Original: Genuine Fraud
Autora: E. Lockhart
Ano: 2017
Páginas: 280
Editora: Seguinte
Sinopse: Jule West Williams é uma garota capaz de se adaptar a qualquer lugar ou situação. Imogen Sokoloff é uma herdeira milionária fugindo de suas responsabilidades. Além do fato de serem órfãs, as duas garotas têm pouco em comum, mas isso não as impede de desenvolver uma amizade intensa quando se reencontram anos depois de terem se conhecido no colégio. Elas passam os dias em meio a luxo e privilégios, até que uma série de eventos estranhos começa a tomar curso, culminando no trágico suicídio de Imogen e forçando Jule a descobrir como viver sem sua melhor amiga. Mas, talvez, as histórias das duas garotas tenham se unido de maneira inexorável — e seja tarde demais para voltar atrás.

*Prova antecipada cedida pela editora

Recebi a prova antecipada de "Fraude Legítima" e comecei a lê-la sem saber o que esperar. A sinopse não entregava muito da história e nunca havia lido nada da E. Lockhart. Não sei se foi por isso ou porque o livro é realmente maravilhoso, mas o fato é que me surpreendi com ele e o amei com todas as minhas forças. Amei tanto que demorei bastante para consegui escrever essa resenha!


Eu não sei vocês, mas eu amo anti-heróis. E a protagonista de "Fraude Legítima" é uma exímia anti-heroína. No decorrer da obra, Jule West Williams toma decisões ruins e atitudes condenáveis, mas é impossível não gostar da garota. Ela é uma sobrevivente. Faz o possível e o impossível pensando no seu bem estar e isso é uma qualidade notável. A personagem também foge completamente do clichê "donzela em apuros". Luta, consegue memorizar qualquer coisa, imita vários sotaques, é feminista e bem bad-ass. Para quem gosta de personagens femininas fortes como a Mulher-Gato e a Viúva Negra, vai amar Jule.

"Quando se fica longe tempo o bastante, não parece haver muito motivo para voltar." - página 169

Já falei como é a narrativa do livro? Acreditem se quiser, mas a história é contada de trás para frente. O primeiro capítulo é o penúltimo, o segundo o antepenúltimo e assim vai... Parece confuso, né? E de fato é. Mas com o prosseguimento dos capítulos as peças começam a se encaixar e quando chega no início/fim você só consegue ficar boquiaberto e dizer: GENIAL! E. Lockhart ousou ao sair do padrão na hora de contar a história das amigas Jule e Imogen, mas sua estratégia se mostrou eficaz e acertada. O resultado final foi um livro extremamente inteligente, viciante e surpreendente do início ao fim.

Sugiro que vocês procurem poucas (ou nenhuma) informações a respeito do livro. O quanto menos souberem, melhor. Esse é um daqueles livros onde devemos ser cautelosos na hora de falar sobre ele, pois o risco de alguma coisa crucial acabar sendo revelada é muito grande. Estou me esforçando ao máximo para não entregar muita coisa relevante sobre o enredo, pois quero que a experiência de vocês com a obra seja tão surpreendente e deliciosa quanto a minha.

"O importante é isso: ser capaz a qualquer momento de sacrificar o que somos pelo que poderíamos nos tornar." - (Charles Du Bos) página 248

Como eu gostaria de discorrer sobre a complexidade dos perfis psicológicos de Jule e Imogen! Mas aí teria que soltar alguns spoilers. Enfim, só saibam que Lockhart nos entregou personagens extremamente bem construídos. As protagonistas da obra são extremamente complexas e possuem uma série de camadas que vão sendo exploradas no decorrer da trama. Ambiguidade, instabilidade, astúcia, insanidade... Esses só são alguns dos vários adjetivos que descrevem Jule West Williams e Imogen Sokoloff.


Sendo assim (com muito medo de soltar algum spoiler), encerro essa resenha recomendando fortemente a leitura de "Fraude Legítima". Para quem procura por uma história recheada de mentiras, segredos, assassinatos, reviravoltas, viagens ao redor do mundo e empoderamento feminino, esse é o livro ideal.

Nota:



Título: O Ceifador
Título Original: Scythe
Autor: Neal Shusterman
Ano: 2017
Páginas: 448
Editora: Seguinte
Sinopse: A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria… Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade. Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - um papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a "arte" da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão - ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais -, podem colocar a própria vida em risco.

*Exemplar cedido pela editora

Eu até já tinha planos para qual livro escolher no mês do lançamento de “O Ceifador”, do autor Neal Shusterman (mesmo autor de Fragmentados), mas pensei melhor depois de ler a sinopse da obra e conhecer mais sobre a (futura) série (~˘▾˘)~.


Quem acompanhou minhas ultimas resenhas percebeu que gosto bastante de livros Young Adult, e O Ceifador me chamou bastante atenção não só por ser desse gênero, mas também por abordar temas que me interessam como imortalidade e juventude eterna.

Sim, no mundo em que se passa a história, o ser humano conseguiu vencer todas as doenças e barreiras maléficas e consegue viver em paz; mas, convenhamos: isso acarretaria em outros problemas como, por exemplo, a superlotação da Terra e a grande demanda por suprimentos para todos. É justamente para controlar a quantidade de pessoas no planeta que existem os ceifadores, que foram criados pela Nimbo-Cúmulo, uma inteligência artificial que ajuda os humanos em literalmente tudo o que você conseguir pensar.

Os Ceifadores são tratados como reis pela população ‘comum’, apesar de que onde quer que eles estejam, sempre há desespero e medo, pois, todos sabem que muito provavelmente pessoas ali presentes morrerão. Além de anjos da morte, os ceifadores também podem dar imunidade (em alguns casos, vitalícios) às pessoas, um gás a mais para as pessoas fazerem tudo para agradá-los.

“O caráter sagrado da lei... e o bom senso de saber quando ela deve ser quebrada”

Citra e Rowan são aprendizes do Honorável Ceifador Faraday, um dos mais antigos e respeitados ceifadores de todos. Nenhum dos dois queria se tornar ceifador e não se imaginavam como um, mal sabia eles que esse é o primeiro requisito para se tornar tal. A maior parte do livro se passa na preparação desses até o caminho de se tornarem ceifadores oficialmente.


Quase no meio do livro acontece uma reviravolta que, sinceramente, por essa eu não esperava! Ç_Ç. Citra e Rowan são obrigados a seguirem caminhos diferentes e nos é deixado claro pelo autor que somente um dos dois irá se tornar ceifador; o outro, será coletado (‘morto’ é uma palavra muito forte, segundo eles mesmos) pelo vencedor. Honestamente, achava que algo como isso iria acontecer lá no finalzinho do livro. Mas é a partir daí que temos mais ação – e mortes inesperadas – do que nunca.

Todos os desafios enfrentados pelos aprendizes até o final do livro nos prendem muito a leitura, além da história de vida de cada um dos personagens que, aliás, foram muito bem criadas. Sem sombra de dúvidas, essa foi a minha melhor leitura do ano até agora (falei isso na minha última resenha, sorry).

“Sem a ameaça do sofrimento, não temos como sentir a verdadeira alegria”

“O Ceifador” é o primeiro livro de uma trilogia que ainda está sendo escrita pelo Neal e foi publicado no Brasil pela editora Seguinte, com um total de 442 páginas. A edição está ótima, com um leve relevo no título da obra na capa. A escrita do autor é bem simples, o que faz com que você devore muitos capítulos em pouco tempo. Enfim, definitivamente recomendo a todos! Uma leitura magnífica.


(Só tenho que falar algo ruim que me aconteceu: acho que fiquei muito tempo com o livro aberto em uma posição ruim, o que fez com que a capa ficasse com um amassado relativamente grande 😭 😭 😭, quase me estapeei quando vi aushahsu). (-_- )ノ

Nota:







Título: Espada de Vidro
Título Original: Glass Sword
Autora: Victoria Aveyard
Ano: 2016
Páginas: 496
Editora: Seguinte
Sinopse: Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar. O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar. Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter. 

 *Exemplar cedido pela editora 

 *AVISO*: Resenha com spoilers do primeiro livro da série.

Logo no começo de Espada de Vidro, segundo livro da série A Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard, temos a continuação exata de onde a primeira obra terminou, e isso já é o primeiro ponto positivo do book. Cal e Mare são resgatados pela Guarda Escarlate após as reviravoltas no palácio e a autora confirma algo que foi deixado ‘em aberto’ no livro anterior: Mare não é a única vermelha com poderes. A partir disso uma grande busca atrás dos Sanguenovos começa, mas a Guarda não era a única que estava atrás dos vermelhos com superpoderes, Maven e seus servos também estavam, por isso uma disputa começa para saber quem os achará primeiro. 


Após a traição de Maven, seu quase-ex-namorado e atual rei, Mare não se perdoa por isto e não consegue mais ter confiança em ninguém, a tornando uma pessoa fria e extremamente calculista. Essa mudança de personalidade na personagem é um dos focos do livro. Agora, Mare já não é mais a mesma que conhecemos no primeiro livro, ela quer porque quer acabar com Maven e os prateados, mesmo que para alcançar tal ela cometa muitas bobagens no meio do caminho. Isso, de certa forma, foi um ponto negativo do livro. Nunca pensei que iria xingar tanto a personagem como xinguei nessa obra, mas de certa forma eu a entendo e depois a perdoei. Hihi

 "Eu poderia afogar à todos nós. Eu sou a maior arma em um navio cheio de guerreiros, e eles nem parecem saber disso." 

Assim como na primeira obra, Espada de Vidro proporcionará um clima de suspense muito gostoso que definitivamente prende muito o leitor a história, além de muitas guerras, lutas, traições e, claro, MUITO sangue vermelho e prateado derramados. Mortes (algumas, inesperadas) também acontecerão. ç.ç

Bom, sobre a obra como um todo eu só tenho a agradecer a Victoria por isso! ❤ Claramente houve uma evolução em todos os aspectos desse livro em relação ao primeiro. Me ouso a dizer que aqueles que leram A Rainha Vermelha e se decepcionaram, têm que dar uma chance para Espada de Vidro, prometo que não irão se arrepender! /O/

Todos os elogios que fiz sobre as edições da Seguinte para as duas outras obras da série, faço nessa também. A capa é magnífica com esse relevo na coroa e esse marcador wonderful da contra capa também (não vou recortar nunca u.u), além de que cada capítulo tem uma quantidade boa de páginas, o que faz a leitura não ficar cansativa. =)



Nota:




Série A Rainha Vermelha: 

A Rainha Vermelha 
Espada de Vidro 
A Prisão do Rei 
Coroa Cruel (Contos da série A Rainha Vermelha)



Título: Serraria Baixo-Astral
Título Original: The Miserable Mill
Autor: Lemony Snicket
Ano: 2002
Páginas: 176
Editora: Seguinte
Sinopse: Na opinião de Lemony Snicket, "de todos os volumes que contam a vida infeliz dos órfãos Baudelaire, Serraria baixo-astral talvez seja o mais triste até agora". Alto-Astral é o nome da serraria que serve de cenário para as novas calamidades que Klaus, Violet e Sunny serão obrigados a viver. Trata-se de uma "ironia do destino", pois ali, no meio daquelas árvores derrubadas, daquelas enormes toras de madeira, o que as três crianças vão encontrar é mais uma coleção de coisas horripilantes, tais como uma gigantesca pinça mecânica, bifes do tipo sola de sapato, uma hipnotizadora e um homem com uma nuvem de fumaça no lugar da cabeça. A vida dos Baudelaire é mesmo muito diferente da vida da maioria das pessoas, "a diferença principal estando no grau de infelicidade, horror e desespero"...Diante desse quadro, algum leitor desavisado pode desconfiar: "Como é que alguém vai se divertir com um livro desses, se as personagens não param de sofrer?!". A pergunta faz sentido, mas é justamente aí que descobrimos um dos melhores segredos de Lemony Snicket, pseudônimo do americano Daniel Handler. Ele leva o exagero às raias do absurdo, faz o realismo perder feio para o mais deslavado faz-de-conta e o resultado não poderia ser outro: um jogo literário incessantemente bem-humorado. 

*Exemplar cedido pela editora 

Lemony Snicket
se esforça e consegue entregar um quarto volume bem diferente, porém ainda há uma série de repetições que tornam a leitura de Desventuras em Série bem maçante.


Lembram que na resenha de "O Lago das Sanguessugas" eu peguei no pé de Snicket por ele seguir uma mesma fórmula em todos os livros? Então, em "Serraria Baixo-Astral" as coisas finalmente mudam! Pela primeira vez na trama há a presença de um vilão que não seja o Conde Olaf ou algum membro de sua trupe e também foram adicionados novos antagonistas. Por mais que a presença de Phil, Senhor e Charles seja temporária (duvido muito que eles apareçam futuramente na série), ela trouxe frescor para a história e fez sumir por bastante tempo aquela sensação de "mais do mesmo" que estava me incomodando muito no volume anterior.

Contudo, nem tudo são flores. O autor insiste o tempo todo em nos dizer que Violet gosta de inventar coisas, Klaus gosta de ler e Sunny de morder. Caso fosse a primeira vez que ele nos dissesse isso, eu não iria me incomodar. Mas Lemony já nos diz isso desde as primeiras páginas de "Mau Começo"!

Outro mau hábito dele é o de dizer o significado de algumas palavras que já estamos carecas de saber o que elas significam. São pequenas coisas, mas quando paramos para pensar, percebemos que pelo menos 40% de cada livro da coleção é dedicado para o autor saciar seus "vícios de escrita" e nos abarrotar com essas informações desnecessárias. Sendo assim, o pequeno erro de Snicket se torna enorme e crítico - palavra que aqui significa "esse erro está me incomodando ao ponto de eu querer abandonar Desventuras em Série de uma vez por todas".

"Ele não tem um lado bom", disse uma mulher."Bem, bem", disse Phil. "Todo mundo e todas as coisas têm um lado bom. Vamos indo, pessoal, vamos jantar." - página 30

Tirando isso, "Serraria Baixo-Astral" consegue se sair bem em comparação ao seu volume antecessor. Há uma boa dose de ação no livro, os momentos finais da trama são recheados de tensão e reviravoltas, e aqui as coisas começam a (finalmente!) fugir do óbvio.

Com altos e baixos, consegui chegar ao quarto volume da série. Restam nove, mas sinto-me na obrigação de dizer a vocês que eles vão demorar a serem lidos e resenhados. Preciso de uma boa pausa para poder voltar com mais paciência na hora de acompanhar as desventuras em série dos Baudelaire.


Nota: 





Desventuras em Série: 

Mau Começo 
A Sala dos Répteis  
O Lago das Sanguessugas 
Serraria Baixo-Astral 
Inferno no Colégio Interno 
O Elevador Ersatz 
A Cidade Sinistra dos Corvos 
O Hospital Hostil 
O Espetáculo Carnívoro 
O Escorregador de Gelo 
A Gruta Gorgônea 
O Penúltimo Perigo 
O Fim



Título: O Lago das Sanguessugas
Título Original: The Wide Window
Autor: Lemony Snicket
Ano: 2001
Páginas: 192
Editora: Seguinte
Sinopse: O misterioso autor das Desventuras em Série não só alcançou a lista de best-sellers infanto-juvenis do New York Times, como conseguiu entrar em todas as outras principais referências de vendagem americanas. Com sua estranha franqueza, na contracapa deste livro ele manda um recado a seus possíveis leitores:
Caro leitor, Se você ainda não leu nada sobre os órfãos Baudelaire, é preciso que antes mesmo de começar a primeira frase deste livro fique sabendo o seguinte: Violet, Klaus e Sunny são legais e superinteligentes, mas a vida deles, lamento dizer, está repleta de má sorte e infelicidade. Todas as histórias sobre essas três crianças são uma tristeza e uma verdadeira desgraça, e a que você tem nas mãos talvez seja a pior de todas. Se você não tem estômago para engolir uma história que inclui um furacão, uma invenção para sinalizar pedidos de socorro, sanguessugas famintas, caldo frio de pepinos, um horrendo vilão e uma boneca chamada Perfeita Fortuna, é provável que se desespere ao ler este livro. Continuarei a registrar essas histórias trágicas, pois é o que sei fazer. Cabe a você, no entanto, decidir se verdadeiramente será capaz de suportar esta história de horrores. Respeitosamente, Lemony Snicket

*Exemplar cedido pela editora

Com O Lago das Sanguessugas, começo a me preocupar com os rumos que Desventuras em Série irá seguir e mais: começo a me perguntar se vou continuar querendo ler os livros.


Acredito que toda e qualquer pessoa, em um determinado momento da vida, passe a odiar rotinas. A sensação de saber que tudo vai se repetir e ser igual no dia seguinte (e no outro e no outro e no outro...) desanima qualquer ser humano. Tal situação está acontecendo comigo e Desventuras em Série, onde (após ler o terceiro volume) tive a sensação de que tudo está se repetindo.

Me pareceu que Lemony Snicket está usando uma mesma forma para todos os livros (o que torço fortemente para que seja somente uma impressão minha). E que fórmula é essa? É bem simples: Os Baudelaire conhecem seu tutor; vivem uns (poucos) momentos agradáveis com ele; Olaf aparece para arruinar suas vidas; eles tentam desmascarará-lo o tempo todo; ninguém (principalmente o Sr. Poe) acredita; até que nas últimas páginas o Sr. Poe acredita, mas Olaf escapa.

"É comum as pessoas, quando estão infelizes, quererem fazer outras pessoas infelizes também. Mas isso nunca ajuda." - página 69 

Foi absolutamente desse mesmo jeito nos três livros que li e o pensamento de que o os próximos também serão assim me assusta. Sou uma pessoa que odeia previsibilidade e repetições, portanto não tenho a menor paciência para ler algo que será praticamente igual a outro.

Claro que a escrita debochada e pessimista de Snicket me agrada e Violet, Klaus e Sunny são uns fofos, mas não estou com vontade de os acompanhar em mais DEZ desventuras completamente parecidas com as três que já li.

"As lágrimas são uma coisa curiosa, pois, assim como os terremotos e os camelôs, podem surgir em qualquer momento, sem nenhum aviso e sem um bom motivo." - página 73

Mas/Porém/Contudo/Entretanto/Todavia, darei uma última chance para Snicket e lerei Serraria Baixo-Astral. Caso o sentimento de repetição/rotina perdure neste quarto livro, darei uma pausa na série.

Ah, peço desculpas por não ter falado nada sobre o livro nesta resenha, mas é que não tenho nada para falar. Não gosto de contar o enredo das obras que resenho e minha opinião/elogios para o livro resenhado em questão são os mesmos presentes nas resenhas de Mau Começo e A Sala dos Répteis. E antes que me perguntem, a redução da nota é devido ao fato desta repetição de fórmula ter me incomodado.


Nota:




Desventuras em Série:  

Mau Começo 
A Sala dos Répteis 
O Lago das Sanguessugas 
Serraria Baixo-Astral 
Inferno no Colégio Interno 
O Elevador Ersatz 
A Cidade Sinistra dos Corvos 
 O Hospital Hostil 
O Espetáculo Carnívoro 
O Escorregador de Gelo 
A Gruta Gorgônea 
O Penúltimo Perigo 
O Fim



Título: Coroa Cruel
Título Original: Cruel Crown
Autora: Victoria Aveyard
Ano: 2015
Páginas:232
Editora: Seguinte
Sinopse: Duas mulheres uma vermelha e uma prateada contam sua história e revelam seus segredos.
Em Canção da Rainha, você terá acesso ao diário da nobre prateada Coriane Jacos, que se torna a primeira esposa do rei Tiberias VI e dá à luz o príncipe herdeiro, Cal tudo isso enquanto luta para sobreviver em meio às intrigas da corte.
Já em Cicatrizes de Aço, você terá uma visão de dentro da Guarda Escarlate a partir da perspectiva de Diana Farley, uma das líderes da rebelião vermelha, que tenta expandir o movimento para Norta e acaba encontrando Mare Barrow pelo caminho.
Esta edição traz, ainda, um mapa de Norta e um trecho exclusivo de Espada de Vidro, o aguardado segundo volume da série A Rainha Vermelha.

*Exemplar cedido pela editora

A coletânea Coroa Cruel traz os contos “Canção da Rainha” e “Cicatrizes de Aço”, ambas histórias da série A Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard.


No primeiro conto do livro, denominado Canção da Rainha, conhecemos um pouco mais da história da Rainha Coriane (narrado em primeira pessoa pela mesma), a falecida mãe de Cal. Mesmo prateada, a família de Coriane era um tanto quando arruinada, isso até a própria conhecer o até então príncipe Tiberias VI, na qual tiveram uma boa amizade e, depois, com a aprovação da família dele, vieram a se casar. Coriane e sua família são conhecidos como “cantores” por conseguirem controlar qualquer pessoa somente usando sua voz e o contato visual direto; isso fez com que muitos prateados achassem que Tiberias a escolheu não por vontade própria, mas sim por ter sido manipulado pela atual princesa. Uma das pessoas que mais afirmava isso era Elara Merandus, que ficou indignada por não conseguir se tornar a princesa, uma vez que ela era obcecada pela coroa. Elara então fará de tudo (literalmente) para assumir o trono.


“O risco faz parte do jogo. Não vamos chegar a lugar nenhum se pensarmos apenas na própria pele. ”

Quem leu A Rainha Vermelha deve ter ficado, assim como eu, muito curioso para saber um pouco mais da história da falecida Rainha Coriane e sobre a família Jacos, então o conto é realmente muito bom. Devorei a história em poucos dias (é pequenininha).


Já no segundo e melhor conto, denominado Cicatrizes de Aço, temos um aprofundamento na história da capitã da Guarda Escarlate, a Diana Farley. Farley tem um triste passado, o que é um grande motivo para que ela tenha essa personalidade durona (como vimos em A Rainha Vermelha) e para que ela lidere a Guarda com tanta determinação. Ela usou as dores do passado para se erguer e obter as boas características que tem. Em certo ponto da narrativa, os sentimentos amorosos de Diana se voltarão para um garoto sanguenovo (denominação para os vermelhos que são especiais, como a Mare Barrow), que vai mexer muito com o coração da moça. No conto também conheceremos muitas coisas que estavam em aberto sobre a Guarda Escarlate, o que me fez definitivamente AMAR o conto! 😍 😍


O livro Coroa Cruel foi publicado no Brasil pela Editora Seguinte e, assim como em A Rainha Vermelha, eles ARRASARAM na edição! A capa com esse relevo e jogo de cores (com os sangues vermelho e prateado) está incrível, sem falar que nesse livro temos mais fotos /o/ um mapa incrível de Norta 💘. A edição ainda traz o primeiro capítulo de Espada de Vidro, segundo livro da série Red Queen, o que me fez ficar mais ansioso ainda para começar a ler. Enfim, só tenho elogios a fazer, a leitura foi muitíssima prazerosa. Pra quem já leu A Rainha Vermelha (e principalmente quem gostou) e ainda não leu Coroa Cruel, eu recomendo muito a leitura!


Nota:









Título: A Rainha Vermelha
Título Original: Red Queen
Autora: Victoria Aveyard
Ano: 2015
Páginas: 422
Editora: Seguinte
Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.
*Exemplar cedido pela editora 

Sabe quando você começa a ler um livro e para pra pensar que todo mundo já leu esse livro e você não? =B pois é, assim que me senti quando comecei a ler “A Rainha Vermelha”, de Victoria Aveyard.


A personagem principal do livro, Mare Barrow, vive num humilde vilarejo com sua família onde somente pessoas de sangue vermelho residem. Mas como assim “pessoas de sangue vermelho”? Na trama, o mundo é dividido em duas “classes”, digamos assim, a Vermelha e a Prateada; os vermelhos, como a sinopse já diz, são as pessoas pobres que vivem para servir a elite, os prateados; estes, são a representação pura do poder e da soberania.

“ – A única coisa que nos diferencia – ao menos por fora – é que os prateados andam eretos. Já nossas costas são curvadas pelo trabalho, pela esperança frustrada e pela inevitável desilusão com nosso fardo na vida. ” – Mare Barrow, pg. 9

Diferentemente de Gisa, sua irmã mais nova que tem um talento incrível para bordar, Mare ajuda sua família a sobreviver a partir dos furtos que ela pratica, apesar de os parentes reprovarem isto. Por estar perto de completar 18 anos e não possuir emprego, Mare está prestes a ser recrutada para o exército, assim como seus três irmãos, Bree, Tramy e Shade.

Para proteger e impedir que seu melhor amigo seja recrutado para o exército e mandado para a guerra, Mare se mete em algumas confusões e acaba indo parar no palácio real, um lugar onde somente prateados de muitíssimo poder residem. Durante a Prova Real, torneio realizado (entre prateados) para determinar quem será a futura rainha, Mare descobre possuir poderes especiais. A novidade logo deixa todos confusos: Como uma criada vermelha pode possuir poderes, privilégio que somente prateados dispõem-se? A realeza, sem saber como explicar tal coisa para a população, acaba inventando que Mare, na verdade, é uma prateada que perdeu seus pais em uma guerra; e acabam obrigando a pobre garotinha de poderes elétricos a ser noiva de um de seus filhos, o príncipe Maven.

Se você estava achando o livro até então emocionante e com muitas reviravoltas, agora é que estas coisas realmente vão acontecer. Durante a Prova Real, Mare conhece Evangeline Samos, uma magnetron poderosa que pode manipular os metais. Evangeline vence a prova real e agora é noiva do outro príncipe, Cal, na qual Mare, na minha opinião, tem uma certa quedinha.


Durante toda a trama, não consegui entender tão bem se a autora queria que a Mare ficasse com o Cal ou com seu noivo, Maven, mas o romance não está em primeiro plano na ficção, por isso, não espere que o livro tenha muitas partes românticas. O que vemos aqui é uma estória com muita ação, desentendimentos, política, mortes e drama.

Se vocês viram o post na qual o Tony me apresentou oficialmente como colunista do blog, viram que eu ainda estou desenvolvendo o hábito da leitura e, por isso, não posso avaliar alguns aspectos do livro como, por exemplo, a escrita da autora, mas o que eu posso dizer é que eu simplesmente adorei tudo, o desenvolver da trama e o passar dos capítulos são sensacionais ❤. E não vou me esquecer de dizer que um ponto super positivo do livro é que os capítulos são curtinhos, principalmente os primeiros e, não sei vocês, mas eu tenho mais vontade de terminar de ler o livro quando os capítulos são menores 😛.

O livro é definitivamente muito bom e muuito lindo *-* principalmente a capa com essa coroa com um relevo incrível! Eu amei demais e, acho que não foi só eu, afinal antes de o livro ser finalizado, já havia algumas brigas aí pra decidir quem ficaria com os direitos autorais do livro para uma futura adaptação para o cinema que, inclusive, já está sendo escrita por Gennifer Hutchisone (Breaking Bad) e em breve será lançado pela Universal.


BÔNUS: Procurando alguns vídeos de como o livro é na sua versão original, me deparei com um vídeo incrível de DIY num canal gringo de livros chamado "Epic Reads", nele é ensinado a fazer uma coroa idêntica à da capa do livro. Deem uma olhada:



Nota:




Série A Rainha Vermelha:

A Rainha Vermelha
Espada de Vidro
A Prisão do Rei
Coroa Cruel (Contos da série A Rainha Vermelha)